Tarek Willam Saab diz que "pessoa sem documentos e de nacionalidade brasileira" participou de chacina que deixou oito mortos em uma distribuidora de bebidas no sul venezuelano.

Um brasileiro foi preso na Venezuela por suspeita de participar de uma chacina que deixou oito mortos no sul venezuelano, anunciou nesta quinta-feira (5) o procurador-geral do regime chavista, Tarek William Saab. A chacina ocorrida em 22 de novembro matou oito pessoas em uma região mineradora perto da fronteira com o Brasil.

Entre as vítimas, segundo Saab, estavam um militar e um jovem de 17 anos.

Além do brasileiro, outras sete pessoas foram detidas.

Ainda de acordo com o procurador-geral, o brasileiro estava "sem documentos" no momento da prisão.

Foram apreendidas uma pistola com o número de série apagado e 198 projéteis, disse ele. "Ali, dispararam contra um grupo de pessoas que se encontravam dentro de uma distribuidora de bebidas alcoólicas, resultando em oito pessoas mortas e um ferido", declarou Saab. O G1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores para saber se as autoridades brasileiras foram comunicadas sobre a prisão anunciada por Saab.

Até a última atualização desta reportagem, o Itamaraty não havia respondido. Mineração no sul da Venezuela Saab também disse que os detidos pertenciam a um grupo armado que tentava tomar o remoto povoado indígena de Ikabarú para "explorar de forma ilegal o minério de ouro" na região, que fica no estado de Bolívar, fronteiriço com o Brasil. Segundo a agência France Presse, Bolívar foi o cenário de vários atos de violência nos últimos anos, com dezenas de mortos, razão pela qual o controle de ricas jazidas de ouro no Arco Minerador do Orinoco, um vasto território que o governo explora com empresas multinacionais.