Homem de 43 anos foi preso preventivamente e, segundo a Polícia Civil, admitiu os três crimes.

Escavações no terreno da Avenida Guilherme Schell devem ser feitas nos próximos dias.

Corpo foi localizado em um terreno às margens da Avenida Guilherme Schell, em Canoas Polícia Civil / Divulgação A Polícia Civil de Canoas encontrou duas ossadas em uma fábrica abandonada às margens da Avenida Guilherme Schell, em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre.

Segundo o delegado regional Mário Souza, o local é o mesmo onde, no último sábado (30), um corpo carbonizado e esquartejado foi encontrado. O delegado afirma que o suspeito deste crime, um homem de 43 anos "que era uma espécie de zelador dessa fábrica", confessou os três crimes. A primeira vítima seria um colega de trabalho de 25 anos com quem ele teria uma desavença.

Os demais, contudo, ainda são investigados pela polícia. "Fechamos a primeira parte do trabalho, que esse homem matou o colega de trabalho por uma discussão com golpes de barra de ferro na cabeça.

Como é um local 'desconhecido' de desova, solicitamos que fosse feita uma varredura com os bombeiros e encontramos mais duas ossadas.

Estamos apurando em que circunstâncias e quando foram mortas", explica o delegado. Polícia Civil e Corpo de Bombeiros devem fazer mais varreduras e escavações no local para procurar outros possíveis cadáveres.

É preciso identificar quem são as vítimas e quando e em que circunstâncias elas foram mortas.

Segundo Mário Souza, ainda faltam algumas diligências e o resultado da perícia para concluir o inquérito.

No entanto, ele descarta vinculação com o tráfico de drogas.

"A confissão já temos", diz Mário Souza.

"Mas algumas situações estão nebulosas.

Ele não explicou como seria esse ato, qual a motivação.

Temos uma linha forte de que os três crimes foram passionais.

Discussões pessoais entre ele e as pessoas.

Não tem vínculo com facções." O suspeito está preso preventivamente, ou seja, sem prazo para ser posto em liberdade, e será responsabilizado por homicídio.

O delegado diz que espera, entretanto, solucionar o caso para destinar os corpos às famílias para realizar os sepultamentos.